terça-feira, 15 de agosto de 2017

Donald Trump cogita solução militar na Venezuela

Com o acirramento da crise na Venezuela, o governo dos Estados Unidos passou a estudar a adoção de uma solução militar para o conflito, no qual o regime de Nicolás Maduro já tirou as vidas de mais de cem pessoas, apenas neste ano. O regime venezuelano também é acusado de promover detenções ilegais de oposicionistas, de cometer abusos contra prisioneiros e de instutuir regime de trabalhos forçados à população, pela organização não-governamental Anistia Internacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, sobre a atual crise no país sul-americano, que "há muitas opções para a solução da crise na Venezuela. Nós não vamos descartar a opção militar. Nós temos muitas alternativas de ação - este país é um de nossos vizinhos, e nós atuamos em todo o mundo. Nós possuímos tropas em todo o mundo, em localidades muito mais distantes. A Venezuela não está distante, e seu povo está sofrendo e sendo massacrado. Entre nossas opções, existe a possibilidade de uma ação militar, se ela se mostrar necessária [para controlar a crise política e humanitária que se instalou no país]".

O regime de Nicolás Maduro passa por protestos diários - o país se tornou gradualmente mais instável, desde os últimos anos do governo de Hugo Chávez e com a progressiva expansão do Estado socialista. Antes da morte do antigo líder, o regime "bolivariano" já havia promovido a socialização de empresas e o aumento do controle estatal sobre veículos de comunicação. As políticas econômicas levaram à crise de abastecimento, que já é apontada por organizações internacionais como a mais grave na América Latina, atualmente (com relatos de fome generalizada e saques contra depósitos de alimentos e mercados). Além da repressão e violência contra manifestantes, o governo de Maduro é acusado de tentar expandir seu controle sobre os poderes Legislativo e Judiciário da Venezuela, incluindo através de ataques contra o Ministério Público do país.

Apesar do atual posicionamento contrário ao governo de Nicolás Maduro, as últimas chefias do Executivo brasileiro demonstraram simpatia pelo regime, mesmo com envio de recursos financeiros ao Estado socialista. A antiga proximidade do governo brasileiro com o chavismo era fomentada pela intitulada Foro de São Paulo, que, de acordo com o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, foi uma das principais agremiações responsáveis pela conquista de poder dos socialistas-bolivarianos na Venezuela. Conforme reportagem divulgada no último dia 8 no canal Terça Livre, do Youtube, o principal partido integrante do Foro de São Paulo no Brasil, o Partido dos Trabalhadores, continua apoiando o sistema venezuelano, e envia militantes para ajudarem na sustentação do regime.

Veja na íntegra - declaração de Trump sobre possibilidade de ação militar na Venezuela, disponibilizada pelo canal Global News, no Youtube:


Mais sobre o tema - reportagem do canal Terça Livre sobre apoio conferido pela esquerda brasileira ao regime de Nicolás Maduro:



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Imposto sindical pode ser recriado, com valor mais alto

Em vídeo disponibilizado ontem, dia 9, no canal Jovem Pan Notícias, no Youtube, a colunista Joice Hasselmann discutiu a proposta de recriação do imposto sindical, que poderá estabelecer nova contribuição, em valor ainda mais elevado que o da extinta, e para a qual mesmo os trabalhadores não-sindicalizados deverão contribuir, compulsoriamente. A proposta é feita pelas centrais sindicais ao governo em um momento no qual a atual administração encontra-se fragilizada por escândalos de corrupção, e busca apoio político. A jornalista informa que o valor anual da contribuição poderá alcançar a cifra de dez milhões de reais.

Para Hasselmann, "os sindicatos se articulam para promover novo assalto contra as finanças dos brasileiros. O imposto sindical deixa de existir com a reforma trabalhista, mas pode voltar, e com alíquota ainda mais pesada. Os sindicalistas querem uma contribuição obrigatória, e em dobro. A proposta vem no pacote da medida provisória dos ajustes da reforma trabalhista, e é a seguinte: ao invés de retirar um dia de trabalho do sindicalizado, o desconto [do valor que deveria ser recebido pelo trabalhador] será decidido [pelos integrantes das organizações sindicais] em assembleia, sem um teto".

A colunista da Jovem Pan acrescenta que "os sindicatos combinam entre si o estabelecimento de taxas de até 13% dos salários dos trabalhadores: é um assalto sem chances de defesa. Se essa medida for aprovada, todos os trabalhadores terão que pagar - mesmo os que não sejam sindicalizados. São bilhões de reais dos salários dos brasileiros em jogo: apenas no ano de 2016, foram pagos 3,5 bilhões de reais no imposto sindical. Com a nova proposta, o valor arrecadado anualmente através do imposto sindical pode chegar aos 10 bilhões de reais".

Joice Hasselmann argumenta que os sindicatos estão mais interessados na manutenção de suas burocracias e na arrecadação de dinheiro dos salários dos brasileiros do que na defesa da classe trabalhadora, e que, na maioria das vezes, também representam quase exclusivamente fontes de poder político "para partidos como o PT. Os sindicalistas e seus patrões [os partidos de esquerda] estão apavorados com a diminuição do dinheiro para suas burocracias. Sem o imposto sindical, eles só sobreviverão caso produzam alguma coisa, e a posibilidade de terem de trabalhar é algo inimaginável para esses indivíduos, que vivem do esforço dos outros".

Veja na íntegra - Joice Hasselmann discute proposta de recriação do imposto sindical:



domingo, 6 de agosto de 2017

Militares venezuelanos convocam população à revolta contra Nicolás Maduro

Hoje, no norte da Venezuela, um grupo de militares iniciou uma revolta com o objetivo declarado de derrubar a ditadura socialista de Nicolás Maduro e, conforme os líderes da insurreição, "restaurar a ordem constitucional do país". Os líderes do movimento também afirmam que seu objetivo é "acabar com os assassinatos de cidadãos pelo governo venezuelano". Conforme a imprensa oficial do país sul-americano, a revolta teria sido "barrada" por forças leais ao governo socialista - veículos alternativos, todavia, argumentam que a insurreição prossegue, e que os líderes convocam a população à resistência civil armada à ditadura de Maduro. A notícia foi divulgada no canal oficial do jornalista Paulo Eduardo Martins, no Youtube.

De acordo com Martins, o grupo de militares revoltosos estaria no Forte de Paramacay, no norte do país. Os revoltosos pertenceriam à "41ª divisão blindada do exército venezuelano, que agora se recusa a seguir as ordens de Nicolás Maduro. Durante o dia, o governo venezuelano passou a compartilhar informações sugerindo que havia sufocado a revolta do Forte de Paramacay. O governo divulgou, inclusive, nomes de militares que teriam sido presos, como responsáveis pela revolta. O regime também alegou estar 'no controle total da situação'. As informações são desencontradas sobre o possível número de mortos entre os integrantes da revolta e o governo - mas o governo publicou informações alegando que a revolta havia sido sufocada".

Todavia, ainda conforme Paulo Eduardo Martins, "veículos de informações contrários a Maduro têm desmentido o governo. Mais informações e imagens surgiram, indicando que a revolta no Forte de Paramacay não foi controlada, e está sendo divulgado, inclusive, o perfil do oficial do exército que comanda esta revolta. Este oficial da 41ª divisão blindada está convidando outras lideranças a tomarem parte na insurreição contra o regime de Nicolás Maduro. Em uma de suas mensagens, o oficial afirma: 'que vocês deponham as armas, e deixem de lutar por esse ditador, e cumpram o compromisso que têm com o povo'. As fontes oposicionistas afirmam que este oficial da divisão de blindados é o líder da revolta militar".

A Venezuela passa pela pior crise de abastecimento de alimentos, remédios e outros itens básicos em sua História, desde o recrudescimento do governo socialista fundado por Hugo Chávez. Organizações não-governamentais como a Anistia Internacional denunciam a violência e mesmo a instituições de regimes de trabalhos forçados pelo regime de esquerda. Em revolta similar, durante os últimos anos dos governos do bloco oriental, na Europa, o regime comunista de Nicolae Ceaușescu foi derrubado. Militares se ergueram contra o governo marxista, e decretaram a pena de morte ao ditador do sistema que foi denunciado como um dos mais brutais do Século XX. Atualmente, o governo socialista venezuelano enfrenta protestos diários, e permanente manifestação de descontentamento de integrantesd as forças armadas.

Sobre a revolta na Venezuela - vídeo divulgado por militares revoltosos, convocando todos os oficiais e soldados à derrubada de Nicolás Maduro, disponibilizado pelo canal Terça Livre, do Youtube:


Mais sobre o tema - Paulo Eduardo Martins comenta insurreição militar contra a ditadura marxista de Nicolás Maduro:



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